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A importância das novelas mexicanas no SBT

O SBT tem uma história importante na TV brasileira. Ninguém nega, aliás, todo mundo o reverencia por ter sua identidade. E há muitos anos é a emissora que conquistou êxito com novelas importadas do México. Elas são amadas por muitos.

As novelas mexicanas chegaram com tudo no SBT. Já em 1982 cravou seu primeiro megassucesso: Os Ricos Também Choram, que até hoje permanece como uma das mais vistas no canal. Protagonizada por Verônica Castro, precursora de Thalia no mundo da música no México, a novela foi uma febre, um sucesso que nem mesmo o SBT imaginava. Era o começo de uma bem-sucedida parceria com a Televisa. Logo depois, Chispita, com Lucero ainda criança fez enorme sucesso e trouxe a atriz ao Brasil naquela década. Feitos que se repetiriam em outras ocasiões. Os anos seguintes foram determinantes para que a emissora estendesse seu contrato com os executivos da sexta maior emissora do mundo.

Anos 90: uma década que marcou gerações

A década virou e Silvio Santos estava ávido por sucesso. E teve. Carrossel, uma novela direcionada para o público infantil, tirou plateia de O Dono do Mundo, o que fez Gilberto Braga reescrever dezenas de capítulos já prontos, pois, com a ascensão da professora Helena na tela do SBT, a professora Márcia penava para conquistar o público. A capa da revista Veja estampou as duas protagonistas e deixou bem clara a acirrava guerra pela audiência. A briga entre SBT e Globo estava declarada.

Elenco da novela mexicana Carrossel
Carrossel fenômeno no Brasil. Foto: Reprodução

Outros títulos foram exibidos com êxito. Simplesmente Maria, com Victoria Ruffo no papel central (outro amor dos brasileiros); Ambição, Topázio, Garotas Bonitas, Rosa Selvagem, Vovô e Eu (com Gael Garcia Bernal criança). Além disso, A Fera, Eu Não Acredito nos Homens, Alcançar uma Estrela, Amor e Silêncio, Marielena e Eu Compro essa Mulher.

Mas, nada, nada se compara ao que estava por vir.

O fenômeno avassalador chamado Thalia


Em 1996, o SBT exibiu Maria Mercedes, a primeira novela da trilogia das Marias estrelada por Thalia. O Brasil já conhecia, mas não se lembrava que, a mesma que interpretava a vendedora de flores, era a adolescente de Meus Quinze Anos. Mas, isso se tornou menor com o passar do tempo. Maria Mercedes já chamava a atenção do público e incomodava a Globo.

Atento ao fenômeno, o SBT já pensava em sua sucessora: a segunda Maria, a mais famosa da cantora. Marimar estreou em novembro de 1996 com êxito total. A história de vingança e reviravolta cravava 17 pontos de audiência e animou a todos os executivos da época. Assim sendo, em 97, Maria do Bairro, a última da trilogia, entrou no ar e, das três, foi o maior sucesso aqui no Brasil.

Marimar sacramentou o amor do povo brasileiro pela cantora. Thalia veio ao Brasil com status de estrela, parou o aeroporto, as ruas e o Brasil inteiro. Gugu a colocou para cantar em uma sacada no lado externo do prédio da emissora. Um sucesso total.

O fenômeno Paola e Paulina

Após os êxitos de Thalia, o SBT exibiu outras novelas, com menos ou mais sucesso. E estava surfando nas ondas da infantil Chiquititas. Era evidente que as atenções estariam voltadas para sua exibição.
Em junho de 1999, após sucessos como Fascinação e Perila Negra, a emissora voltou a investir nas tramas latinas e trouxe A Usurpadora. Só não contava com seu tamanho sucesso. Ou contava? A história das gêmeas Paola e Paulina causou comoção e bons números de audiência. Após Gabriela Ribeiro e Thalia, era a vez de Gabriela Spanic causar um alvoroço em sua vinda ao país. A novela craviu 27 pontos de audiência em seu capítulo final.
Após o sucesso da novela da Televisa, vieram O Privilégio de Amar, Luz Clarita, Coração Selvagem. A criação da “Tarde de Amor”, que reunia dois títulos, trouxe êxitos também de outros países, como Kassandra. As tardes eram sucesso total e o SBT aproveitou novamente o gosto do sucesso.

Passado e futuro


Há muito tempo os fãs carregam a impressão de que o SBT não está investindo em novelas inéditas mexicanas e nacionais, mas somente nas tramas brasileiras infantis. Isso culmina em uma perda considerável do seu público, que é o mesmo que se encantava com Thalia vendendo flores nos idos de 1996

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José Armando Vannucci
José Armando Vannuccihttps://www.canaldovannucci.com.br
José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.