Dona de Mim vai dar saudades. E seu último capítulo é o melhor exemplo do porque dessa saudade. Ali estavam todos os elementos clássicos do folhetim: casamento do casal protagonista, reencontros, nascimentos e uma mensagem de esperança. Como não se emocionar com a lembrança de Rosa da infância de Abel e Jaques? Ou então, com a recordação do conselho de um pai sobre o nó da gravata? Uma pequena cena cheia de significados, afinal, como o próprio Abel diz, se não der certo, se desfaz o nó e começa tudo de novo.
Mais uma vez, Rosane Svartman conseguiu fazer o público torcer pelos personagens e comemorar os finais de muitos casais. Leo e Samuel lindos numa cerimônia ao ar livre. E a felicidade de Breno e Caco e de Ayla e Gisele com a família que construíram a partir de dois casais homoafetivos. Uma cena tranquila, aplaudida pelo público formado por pessoas mais conservadoras e liberais. Novela boa é assim: coloca todos os temas de uma forma natural para levar o público a um olhar diferente.
O último capítulo de Dona de Mim prova que uma novela deve reunir os mais variados assuntos e tratá-los com a profundidade e respeito necessários. Foi assim com a bipolaridade, saúde mental, Alzheimer, burnout, violência contra a mulher e o recomeço da vida após um período na prisão. Mas, uma novela pode ser leve, divertida, cheia de esperanças e emoções. É esse equilíbrio que levou Dona de Mim a ultrapassar os 200 capítulos e ser a trama mais longa na faixa das 19h30 nos últimos 16 anos.
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