Fuzuê é realização sem tamanho, diz autor

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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Autor e diretor de Fuzuê
Autor Gustavo Reiz e diretor artístico Fabricio Mamberti
Autor e diretor de Fuzuê
Autor Gustavo Reiz e diretor artístico Fabricio Mamberti

A ideia central de Fuzuê, a nova novela das 19h da Globo, surgiu das histórias e lendas que o autor Gustavo Reiz ouviu sobre tesouros enterrados e passagens subterrâneas no centro do Rio de Janeiro. Ele também é historiador e, sempre que pode, mergulha em pesquisas que acabam ajudando na criação de tramas que se transformam em novelas, séries ou até mesmo livros. Aliado a essa curiosidade nata, ele sempre assistiu às produções dessa faixa, principalmente as de Cassiano Gabus Mendes e Silvio de Abreu. “Pensei em algo que resgatasse um pouco do clima dos folhetins mais antigos. Novelas de Cassiano e Silvio, por exemplo, mesclavam sempre muita comédia com mistério, o que me agradava muito como telespectador”, explica.

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Fuzuê é a primeira novela de Gustavo Reiz na Globo, mas o autor não é iniciante. Muito pelo contrário. Sua carreira na televisão começou em 2005 como roteirista na adaptação de Os Ricos Também Choram. Dois anos depois, chegou na Record para colaborar em Luz do Sol. Em pouco tempo começou a assinar como titular. São de sua autoria a minissérie Sansão e Dalila, seriado Fora de Controle e as novelas Escrava Mãe, Dona Xepa e Belaventura. Gustavo foi uma aposta de Silvio de Abreu, que, enquanto comandava a teledramaturgia da Globo, pretendia formar uma nova geração de autores que gostam e endentem de novelas. “Apesar de completar 18 anos de carreira este ano e ter passado por muitas experiências, é emocionante chegar num lugar onde a magia ganha forma, um lugar de excelência, onde habitam todas as referências que fazem parte da minha formação como autor. Saber que a minha novela entra nessa galeria tão vitoriosa é uma realização sem tamanho. Uma emoção digna de capítulos especiais”, fala um emocionado Gustavo.

Para sua estreia na Globo, ele quer ir muito além da comédia. O tesouro escondido e a busca pela mãe desaparecida são apenas dois pontos da ideia principal da trama. “A novela fala sobre buscas; pela verdade, pela essência, pela riqueza, pela felicidade, pelos objetivos que podem ser considerados um tesouro. A relação entre Luna e Preciosa, que são duas mulheres que vivem em realidades opostas e que desconhecem que são irmãs, é o principal condutor da nossa trama. A primeira mora num bairro popular, tem muitos amigos, transforma o que seria lixo em arte e possui uma visão otimista da vida, apesar de enfrentar várias dificuldades no dia a dia. Já Preciosa Montebello foi criada em berço de ouro, é uma mulher detentora de um grande poder, mas é extremamente solitária, gananciosa, com uma visão egoísta da vida – mas que ganha destaque por pregar o altruísmo e a positividade. O contraste entre esses dois universos, chocando o que é genuíno e o que é fake ou frágil, está presente o tempo todo na novela”, explica.

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