Continuação do Caso Richthofen deixa julgamento de fora

Ana Giardini
3 Min Read
Carla Dias, como Suzane Richthofen vestida de preto chora junto ao seu irmão, familiares e amigos em enterro enquanto coveiros jogam terra na cova.
Carla Dias vive Suzane Von Richthofen terceiro filme sobre assassinatoReprodução Prime Video

Depois de lançar dois filmes sobre o caso Richthofen, o Prime Video lançou na última sexta, 27, a continuação da história. Dessa vez, o filme aborda os acontecimentos que teriam ocorrido depois do assassinato de Manfred e Marísia Von Richthofen.

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Nos filmes ‘O menino que matou meus pais’ e ‘A menina que matou os pais’ o foco dos enredos são os acontecimentos prévios ao crime. Ambos têm início no momento em que Daniel e Suzane se conheceram até a evolução do namoro e planejamento do assassinato dos pais de Suzane. A diferença nos filmes é o ponto de vista em que a história toma partido. No primeiro, fiel ao depoimento em tribunal dos irmãos Cravinhos, enquanto no segundo, a versão é o depoimento em tribunal de Suzane.

Neste terceiro filme, a continuação segue majoritariamente sob o ponto de vista de Suzane. Apesar disso, em muitos momentos, os medos e pensamentos dos irmãos Cravinhos também em destaque. A continuação tem início nos primeiros minutos após o crime, com Suzane e os irmãos Daniel e Cristian entrando no carro para começar a colocar em prática o plano de cobertura do assassinato e constituição de seus álibis. Daí em diante, as investigações da polícia entram em cena apontando aos detalhes que chamaram a atenção da perícia e dos investigadores que destoavam da versão contada pela filha do casal assassinado.

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Crítica

Diferente dos dois primeiros filmes, que mostram muitos acontecimentos, a continuação é um pouco mais arrastada. Há a oportunidade de detalhar melhor os indícios que a polícia tratava e o julgamento em si,ao contrário de passar superficialmente pelos detalhes do crime.

Além disso, a prisão domiciliar de Suzane, as entrevistas que deu a mídia e o julgamento passaram completamente despercebidos na história, como se o mais importante, já tivesse sido abordado, quando não. Já era de conhecimento público que Suzane e os irmãos Cravinhos cometeram o crime. O filme perde a oportunidade de trazer informações novas como uma versão narrativa da cobertura jornalística da época ou como os depoimentos nos tribunais, o comportamento dos réus, ou até mesmo de Andreas, irmão de Suzane. Todas as alternativas ficaram de fora, deixando um gostinho decepcionante depois de dois longas que focaram 100% no lado comportamental.

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Independente disso, o filme traz algumas pontuações interessantes sobre Suzane como seu comportamento na delegacia na manhã do crime e a comemoração de seu aniversário dias após os assassinatos.

‘A meninas que matou os pais – A confissão’ está disponível para os assinantes do prime Video assim como os dois primeiros longas.

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Confira o trailer oficial.

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Formada em Comunicação Social com foco em Rádio e Televisão pela Faculdade Cásper Líbero, com aperfeiçoamento em Produção pela New York Film Academy. Atuante dá área de entretenimento com passagem por programas de variedades, musical e ficcional, entre eles a implantação do programa Faustão na Band.
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