A necessária reforma do Fofocalizando

Programa idealizado por Silvio Santos precisa conversar novamente com o público da TV

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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O Fofocalizando vai permanecer na grade do SBT em 2024. Isso a gente já sabe. E também que o programa ganhou nova chance a partir de um pedido de Silvio Santos. O Fofocalizando já está em reforma. Isso a gente viu na tela.

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Márcio Esquilo retomou a direção do programa e, imediatamente, promoveu alguns ajustes. Agora, Gaby Cabrini divide a apresentação com Gabriel Cartolano, o que já traz uma dinâmica diferente. O sofá perdeu espaço e a gritaria diminuiu. Mas, talvez aí esteja o caminho para estancar a crise de audiência e o desgaste do formato. Esse atual não funcionou. Não há como negar. Foi uma aposta, mas que não trouxe os resultados esperados.

Qual a melhor pauta?

Desde o início do ano, o Fofocalizando apostou num conteúdo que repercute muito na internet, mas que, de certa forma, não mexeu com o telespectador. E nem tudo que viraliza nas redes sociais e sites funciona na TV aberta. A web pode até ser uma boa pauteira, mas o assunto precisa se encaixar na forma da TV. E o público está acostumado com a conversa, de parar para ouvir e acessar mais informações.

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Nesse sentido, Gaby Cabrini sempre trazia algo que chegava de uma fonte em seu celular ou o que era apurado pela produção. E Leo Dias com suas exclusivas. Afinal, você pode não gostar dele ou de seu jeito, mas ele é uma referência (se não a maior) quando se fala da editoria de celebridades e artistas. E tem Chris Flores, que dispensa qualquer tipo de comentário. É uma profissional que tem sua identidade artística e sua credibilidade. Como âncora funciona muito bem.

Ajustes necessários

Mas, apesar de todos esses elementos, o Fofocalizando precisa de ajustes. Os apresentadores e comentaristas precisam se envolver com o todo. Por que não Chris Flores ser a editora chefe, como num telejornal? Porque já foi a época em que apresentador só apresenta. A televisão moderna precisa que os profissionais se envolvam no todo.

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Márcio Esquilo foi o primeiro diretor do programa, quando ainda era o Fofocando. Ouviu as primeiras orientações de Silvio Santos, que viu algo parecido nos Estados Unidos e pensou em cada detalhe, até mesmo no Homem do Saco. A ideia dele era reunir pessoas que realmente entendessem desse tipo de conteúdo e fosse referência. E funcionou. Os números foram considerados bons e o programa deu repercussão. Houve trocas no elenco? No nome?  Ajustes coordenados por Silvio Santos, que sempre acompanhou de perto qualquer um de seus projetos. Ele assistia ao programa, dava ideias de conteúdo e formatos. Pro bem ou pro mal, sempre presente.

Márcio Esquilo tem como missão resgatar esse momento áureo do Fofocalizando e, pelo que se ouviu nos bastidores do SBT, não descarta olhar para o passado para caminhar para o futuro.

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