Histórias Impossíveis mostra que há caminhos pela frente

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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Zezé Motta
Zezé Mota protagoniza o Histórias Impossíveis

“Histórias Impossíveis” volta hoje ao ar na Globo com uma história que promete mexer com o telespectador. A trama tem como grande reflexão o envelhecimento e todo o preconceito brasileiro com os mais velhos. E detalhe: tudo isso sob a ótica feminina. O quarto especial “Histórias Impossíveis” traz nos papéis centrais as atrizes Andrea Beltrão e Zezé Motta e foi desenvolvido para marcar o Dia Nacional do Idoso e Dia Internacional da Terceira Idade.

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Andrea interpreta a motorista de aplicativo Meire que, às vésperas de seu aniversário de 60 anos. Ela está em crise com o envelhecimento e acha que seus caminhos já não apontam para viagens longas. Ela aceita a corrida de Bex, brilhantemente interpretada por Zezé Motta. E como acontece em muitas corridas por aplicativo, motorista e passageiro começam a conversar. A cada desabafo de Meire uma provocação ou proposta de Bex. As autoras deste episódio de “Histórias Impossíveis” misturaram suspense e fantasia para discutir um tema extremamente atual, que é o etarismo e as faltas de oportunidades profissionais para pessoas mais velhas e que precisam se manter economicamente.

Quem já assistiu ao especial garante que o telespectador vai se identificar. “A Meire é uma mulher de 60 anos, motorista de aplicativo, que trabalha muito. Ela roda 12, 14 horas por dia dentro do carro. É uma mulher como tantas, que sustenta a família, que está um pouco massacrada, numa encruzilhada, percebendo um momento de virada na vida, em uma nova fase. E ela se abate um pouco com isso, mas, nessa história que a gente vai contar, ela tem um encontro bem transformador com uma outra mulher”, conta Andrea Beltrão. “Também tenho 60 anos. A história se passa no dia do aniversário dela, e ela não consegue chegar em casa. É uma situação comum também para muitas mulheres. Muitas vezes a gente está fazendo aniversário ou é Dia das Mães ou aniversário do filho, e a gente está no trabalho. É uma situação muito cotidiana, e me sinto companheira da Meire”, completa. Já Zezé Mota aposta muito na ironia como forma de envolver o telespectador. “O público pode esperar refletir e é um episódio interessante porque trata dos assuntos com leveza. Bex não é uma pessoa deprimida nem pela idade nem por outras questões. Pelo contrário, é um exemplo de pessoa, de ser humano. Os espectadores vão se surpreender muito com o final da história”, diz a atriz.

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Com 79 anos de vida e 55 de carreira, Zezé diz que falar de envelhecimento não é um incômodo para si, mas destaca a importância do respeito aos idosos: “Eu gostaria que o idoso tivesse um tratamento de como era quando convivi com isso, na minha infância, do que eu testemunhei. Um idoso na minha família, por exemplo, era tratado com respeito, se prestava muita atenção ao que o idoso dizia, porque são pessoas que têm vivência, sabedoria, experiência de vida”.

O único problema é o horário. “Histórias Impossíveis” será apresentado após o capítulo de Todas as Flores.

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