Globo abusa na repetição de textos em seus jornais

Mesmo material é lido por apresentadores dos diferentes jornais

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
2 Min Read
César Tralli comanda o Hoje e o Jornal da GloboNews
César Tralli no comando do jornal Hoje

Já está mais do que na hora do jornalismo da Globo mudar um velho costume em seu esquema de produção. Texto e edição são reaproveitados em todos os seus jornais e programas jornalísticos, mudando a apenas a narração. Se é uma nota coberta, o âncora de um telejornal lê exatamente o mesmo texto que o apresentador leu no jornal anterior. E, às vezes, esse material se transforma no que é dito rigorosamente igual por um repórter.

- Continua após a publicidade -

E esse velho costume da Globo fica muito mais perceptível em situações onde a notícia atravessa o dia. Vou dar um exemplo. O off do repórter que entrou no Hoje para falar sobre a cremação do corpo de Lolita Rodrigues foi exatamente igual ao do Bom Dia Brasil, Fantástico e Mais Você. É o mesmo texto sobre a biografia da atriz, a mesma sequência, o mesmo pensamento. Você vai dizer que o fato não muda, mas a forma de contá-lo sim.

Há alguns anos, num evento, conversei sobre isso com Boni e ele mesmo reconhece que é necessário mudar esse modo de agir. Foi ele quem criou o padrão Globo de qualidade. Afinal, nos dias atuais o público quer âncoras com personalidades e não mais os apresentadores que não imprimiam personalidade e emoções na condução de um telejornal. E é justamente isso que buscamos na TV, algo mais natural e que nos envolva e não somente a repetição do mesmo texto.

- Continua após a publicidade -

A Globo tem excelentes editores de texto e uma grande preocupação para que toda a rede esteja dentro de um padrão de qualidade. Mas, esses mesmos profissionais precisam entender que a mesma notícia tem um jeito diferente em cada horário em que é exibida.

Inscreva-se

Compartilhe essa publicação
1 Comment
  • Há muito que a Globo deixou de ser a Globo da era Boni, Pacote, Borjalo e tantos outros que faziam da emissora um primor de qualidade. Os anos setenta foi a era de ouro da Rede Globo.

Deixe uma resposta