Televizinhos: um jeito único de assistir TV no Brasil

No início, poucas pessoas podiam comprar um aparelho de TV

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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TV antiga para ilustração
Nos anos 1950, os aparelhos de TV eram importados Reprodução internet

Quando a televisão iniciou suas atividades no Brasil, todos sabiam que aquele negócio só daria retorno com o tempo, depois de muito investimento. E em todas as áreas, afinal, nos primeiros anos os aparelhos de TV importados e com preços elevados. Algo impraticável para a grande maioria da população.

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No início da década de 1950, Assis Chateaubriand usou de toda sua influência junto aos empresários para estimular que alguém investisse na fabricação dos aparelhos de televisão. Além disso, o empresário atuou junto aos políticos para que desenvolvessem leis de incentivos fiscais para os setores.

Mas, nacionalizar a produção de aparelhos televisores derrubou o preço e estimulou o brasileiro a comprar a TV. É claro que no início apenas as famílias mais ricas dispunham de dinheiro suficiente e, aos poucos, a audiência cresceu.

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Assistir televisão na janela do vizinho

Nos anos 1950 e 1960, era muito comum as pessoas irem até a casa de seus vizinhos para assistirem alguns programas na TV. “Todo mundo era televizinho nessa época”, lembrou Maria Pia Finocchio em entrevista ao livro Biografia da Televisão Brasileira. No início da TV Tupi, Maria Pia  comandou um programa de dança transmitido ao vivo às terças-feiras, às 21h.

Entretanto, como a audiência da televisão em São Paulo era restrita a algumas casas e centros comerciais, a grade de programação foi desenvolvida para atingir o maior número de pessoas e concentrada no período em que toda a família estivesse reunida. Os programas e telejornais eram exibidos entre 18 e 24 horas, com exceção dos domingos, quando os debates esportivos ficavam no ar até o início da madrugada. Além de uma estratégia para garantir uma plateia maior, uma grade com apenas seis horas possibilitava o trabalho da produção dos espetáculos, montagens de cenário, ensaio dos artistas e a manutenção diária dos equipamentos, principalmente das três câmeras. “A gente ia na TV durante o dia, pedia o cenário, conversava com o diretor, ensaiava para fazer tudo ao vivo à noite”, lembra Maria Pia Finocchio.

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Você pode relembrar esta e outras histórias da nossa TV no livro Biografia da Televisão Brasileira. Essa obra está disponível no site da Matrix Editora.

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