TV tem grande desafio para conquistar as gerações mais jovens

Televisão é a principal fonte de entretenimento para apenas 15% da Geração Z

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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a man playing a video game in a computer
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As emissoras de televisão já perceberam que o grande desafio é atrair um número maior de pessoas da geração Y. Também conhecida como Millennials, reúne pessoas que estão entre 25 e 40 anos de idade e que foram os primeiros a mergulharem no mundo digital. É a fatia de público que está no meio do espectro do mercado. Acima estão gerações X e Baby Boomers. Abaixo estão os jovens da Z e da Alpha.

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As pessoas desta geração não são tão fiéis à televisão. 96% das pessoas deste grupo acessam constantemente a internet e 67% rotineiramente a TV aberta. Quanto mais velho, mais a TV está presente no dia a dia.

A Globo tem investido em novelas que consigam conversar melhor com esse público, assim como em alguns programas. O Fantástico, por exemplo, tem apresentadoras que dialogam muito bem com telespectadores desta faixa e com a X (40 a 55 anos). Maju Coutinho tem 45 anos e Poliana Abritta tem 48 anos de idade e estão na divisão dessas gerações.

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De olho nos mais jovens

Quanto mais jovem o público, maior o desafio para atraí-lo para a televisão. A Geração Z, que tem pessoas nascidas entre 1996 e 2010, tem uma presença muito forte na internet e tem pouca relação com a TV. Somente 21% desse público diz confiar na televisão aberta para se manter informado. Já a internet é a fonte principal de notícias para 61%. Quanto perguntados sobre a principal fonte de entretenimento 15% afirmam ser a televisão e 63% a internet. Ou seja, a televisão é uma plataforma praticamente desconhecida ou pouco importante para essa turma.

Segundo informações de bastidores, o SBT vai apostar nesta geração em sua nova grade, com a inclusão de mais influenciadores na tela e até no comando de programas. A ideia é migrar esse pessoal que se faz presente na web para a TV aberta. Se dará certo, é outra questão, mas a tentativa será feita. Mas, segundo dados da WGSN, esse grupo possui um poder de compra de sete trilhões de dólares no mundo todo.

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O que os executivos das TVs já perceberam é que para falar com um número maior de pessoas são necessários investimentos em múltiplas plataformas e telas. TV aberta, fechada, streaming, sites e redes sociais, além de uma forte presença no Youtube, devem trabalhar juntos para garantir a audiência de várias gerações.

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