InícioColunasHistórias da TVTelevizinhos: um jeito único de assistir TV no Brasil

Televizinhos: um jeito único de assistir TV no Brasil

Quando a televisão iniciou suas atividades no Brasil, todos sabiam que aquele negócio só daria retorno com o tempo, depois de muito investimento. E em todas as áreas, afinal, nos primeiros anos os aparelhos de TV importados e com preços elevados. Algo impraticável para a grande maioria da população.

No início da década de 1950, Assis Chateaubriand usou de toda sua influência junto aos empresários para estimular que alguém investisse na fabricação dos aparelhos de televisão. Além disso, o empresário atuou junto aos políticos para que desenvolvessem leis de incentivos fiscais para os setores.

Mas, nacionalizar a produção de aparelhos televisores derrubou o preço e estimulou o brasileiro a comprar a TV. É claro que no início apenas as famílias mais ricas dispunham de dinheiro suficiente e, aos poucos, a audiência cresceu.

Assistir televisão na janela do vizinho

Nos anos 1950 e 1960, era muito comum as pessoas irem até a casa de seus vizinhos para assistirem alguns programas na TV. “Todo mundo era televizinho nessa época”, lembrou Maria Pia Finocchio em entrevista ao livro Biografia da Televisão Brasileira. No início da TV Tupi, Maria Pia  comandou um programa de dança transmitido ao vivo às terças-feiras, às 21h.

Entretanto, como a audiência da televisão em São Paulo era restrita a algumas casas e centros comerciais, a grade de programação foi desenvolvida para atingir o maior número de pessoas e concentrada no período em que toda a família estivesse reunida. Os programas e telejornais eram exibidos entre 18 e 24 horas, com exceção dos domingos, quando os debates esportivos ficavam no ar até o início da madrugada. Além de uma estratégia para garantir uma plateia maior, uma grade com apenas seis horas possibilitava o trabalho da produção dos espetáculos, montagens de cenário, ensaio dos artistas e a manutenção diária dos equipamentos, principalmente das três câmeras. “A gente ia na TV durante o dia, pedia o cenário, conversava com o diretor, ensaiava para fazer tudo ao vivo à noite”, lembra Maria Pia Finocchio.

Você pode relembrar esta e outras histórias da nossa TV no livro Biografia da Televisão Brasileira. Essa obra está disponível no site da Matrix Editora.

LEIA MAIS

Últimas

Revista de Sábado: estreias da semana e + news

Revista de Sábado destaca a série Dele e Dela e a novela Fera Radical

Maria Beltrão é uma das favoritas do público para as tardes da Globo

Vannucci Responde também fala sobre estreia da Eliana e importância das novelas aos sábados

Erick Jacquin vai viajar o Brasil com nova temporada de Pesadelo na Cozinha

Erick Jacquin visitará restaurantes na Bahia, Minas Gerais, Paraná e São Paulo

Veja também

Audiência Detalhada do Altas Horas (2026)

Confira a audiência detalhada do programa Altas Horas, da Rede Globo, em 2026.

FORÇA DE MULHER: Sirin é levada para cativeiro

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE NOVEMBRO  Hatice vai até a loja do...

As Marcianas são destaques do Aparecida Sertaneja

Nesta segunda-feira (2), às 19h30, Mariangela Zan recebe grandes...

TV Aparecida entra no streaming da Samsung TV Plus

A TV Aparecida está expandindo as formas de acompanhar...

Três Graças vive ioiô na audiência em São Paulo

Confira a audiência consolidada da terça-feira, 04 de novembro de 2025.

Sessão da Tarde despenca na véspera do feriado

A Sessão da Tarde voltou a preocupar a Globo...
José Armando Vannucci
José Armando Vannuccihttps://www.canaldovannucci.com.br
José Armando Vannucci é um jornalista e escritor com mais de 35 anos de carreira dedicada à cobertura e análise da televisão. Destacou-se na Jovem Pan e em programas da TV Gazeta, TV Globo e Band, consolidando-se como referência no setor ao integrar o júri do Troféu Imprensa, no SBT, e ao lançar, em parceria com Flávio Ricco, a obra "Biografia da Televisão Brasileira". Atualmente, o Canal do Vannucci é seu espaço para compartilhar novidades sobre os bastidores do universo televisivo.