Contrabando de droga para AIDS é tema de série

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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HBO aposta em série sobre AIDS no Brasil

A epidemia da Aids no Brasil durante a década de 1980, com todos os preconceitos e divulgação de informações para conscientizar as pessoas, será retratada na minissérie “Máscaras de Oxigênio (Não) cairão automaticamente”, que a HBO pretende estrear no ano que vem. A produção já foi iniciada e previsão é que a série tenha cinco episódios. A história, que tem direção geral de Marcelo Gomes, é inspirada em fatos e personagens reais, entre eles trabalhadores de empresas aéreas que passaram a contrabandear o AZT, medicamento não tinha venda permitida aqui no Brasil, mas era a única saída para quem fosse diagnosticado com a doença no estágio avançado. “Um momento de luta por direito à saúde acima do preconceito. É uma grande responsabilidade retratar esse momento tão marcante na vida de uma geração, e queremos trazer essa mensagem para o público da melhor maneira possível”, diz Silvia Fu, Diretora de Produção de Conteúdo Brasil da WBD.

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O primeiro caso de HIV no Brasil foi registrado na cidade de São Paulo pelo Hospital Emílio Ribas em 1980, e afetou a vida de centenas de pessoas de diferentes classes sociais. De um lado, a redemocratização do país fazia emergir uma rica cena cultural e mais liberdade em relação à expressão e orientação sexual. De outro, os contagiados pela doença não tinham acesso a medicamentos para lutar pela vida. O Brasil saiu na frente e se tornou o primeiro país da América Latina a isolar o HIV-1, em 1987. No mesmo ano, deu-se início a administração do AZT para pacientes com AIDS no mundo e, sem a autorização do governo, começou o contrabando,

Ícaro Silva, Johnny Massaro, Bruna Linzmeyer e Igor Fernandez estão no elenco de “Máscaras de Oxigênio (não) Cairão Automaticamente”.

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