Aos 63 anos, Roberto Cabrini continua fazendo história no jornalismo brasileiro

Lúcia Corrêa
6 Min Read
Roberto Cabrini em Israel

Roberto Cabrini é considerado um dos mais respeitados jornalistas brasileiros. Não por acaso. É especializado em setores de destaque do jornalismo como o investigativo e coberturas de guerras e já ganhou praticamente todos os prêmios importantes do setor. Aos 63 anos e quase três décadas de carreira, o veterano atua como se ainda estivesse no auge de seus 20 ou 30 anos. Assim como fez em outras emissoras, já há alguns anos ele se destaca na Record TV.

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No lugar do pijama de aposentado – que merecidamente já poderia ter adotado – Cabrini prefere continuar fazendo história no jornalismo do Brasil. Usando colete e capacete como proteção, neste momento o profissional está na zona de guerra em Israel para a cobertura da emissora de Edir Macedo. E coragem e competência não lhe faltam!

Foi o que o telespectador pode ver neste domingo (15/10), no programa Repórter Record. Lá estava um veterano com sangue nos olhos em busca de uma boa matéria, se jogando no perigo como se não houvesse amanhã. Mas, em alguns momentos da reportagem, ações evidenciavam que nenhum local na região de conflito Isarael-Palestina é segura no momento. Na semana passada, inclusive, jornalistas estrangeiros perderam a vida na região.

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E esse perigo ficou claro em Ashkelon, a poucos quilômetros da Faixa de Gaza, onde Cabrini encontrou uma brasileira que reside em Israel. Logo que começa a entrevista, são surpreendidos por uma sirene, em mais um ataque terrorista do Hamas. Os dois precisaram correr para um local seguro no interior de um prédio.

E em outro take do documentário, Cabrini foi dirigindo um carro até o cenário de horror onde ocorreu a festa rave atacada pelo Hamas, em Israel. O jornalista ainda conversou com brasileiros que estiveram na festa e foi surpreendido novamente por uma sirene, que anunciava mais um ataque na zona de conflito. Por lá, ele mostrou dezenas de carros queimados e objetos das pessoas que estavam no lugar. Vinte por cento dos participantes da festa morreram no massacre, segundo contaram para Cabrini

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No caminho de volta, o repórter brasileiro parou em um kibutzim, comunidade agrícola de Israel, que também foi alvo do Hamas nos ataques que começaram há pouco mais de uma semana. Cabrini conseguiu entrar e dar suas impressões em meio à destruição das moradias. “O cenário de guerra está por toda parte”, afirmou ele, completando que nesses locais centenas de pessoas foram assassinadas, inclusive crianças.

Antes da exibição do Repórter Record, o programa Domingo Espetacular também exibiu reportagem sobre o ataque terrorista do Hamas contra Israel, ocorrido no último sábado (7), e que deu início ao conflito que abalou o mundo. Além de Roberto Cabrini, a Record TV também enviou para Israel os jornalistas André Azeredo e Denise Odorissi.

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Carreira precoce e de sucesso

O jornalista ingressou na profissão aos 16 anos, em uma rádio e um jornal de Piracicaba (SP). E já aos 17 foi contratado pela TV Globo, sendo o mais jovem repórter do telejornalismo de rede da história do Brasil. Aos 22 anos, o precoce jornalista já era correspondente da TV Globo em Nova Iorque.

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Nesses mais de 40 anos de carreira, Cabrini passou por algumas emissoras, como Globo, Band, SBT e atualmente Record. Em seu currículo tem muitos destaques como a cobertura de conflitos internacionais como do Afeganistão, Iraque, Palestina, Camboja, Caxemira e Somália; participou de cinco Olimpíadas e cinco Copas do Mundo. Foi correspondente em Londres e Nova York – além de realizar coberturas em dezenas de países

Cabrini também foi responsável por grandes furos de reportagem. Em 1993, após sete meses de investigação, descobriu o paradeiro do fugitivo da justiça, Paulo César Farias, em Londres. PC Farias foi tesoureiro da campanha de Fernando Collor de Mello nas eleições presidenciais brasileiras de 1989. Foi a personalidade chave que causou o primeiro processo de impeachment da América Latina, em 1992.

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Em maio de 1994, foi Cabrini quem noticiou, ao vivo, pela TV Globo, a morte do piloto Ayrton Senna. Na ocasião, ele cobria o GP de Fórmula 1 de Ímola, na Itália.

Em 1995 produziu o documentário Enigma das Alagoas, que apresentava a mais importante entrevista com o ex-presidente Fernando Collor de Mello depois do impeachment. No mesmo ano, ele fez uma grande entrevista com o líder palestino Yasser Arafat. Cabrini entrevistou também os guerrilheiros preparados para o martírio – os homens-bomba recrutados para se explodirem contra alvos israelenses.

 

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