Juliane Massaoka não será a última a ser assaltada ao vivo na TV

Público do Encontro acompanhou ao vivo o assaltante se aproximar numa bicicleta

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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Juliane Massaoka e Patrícia Poeta no Encontro
Era para ser uma reportagem sobre o aniversário da Avenida PaulistaReprodução Globo

Não é a primeira vez que um jornalista é alvo de assaltantes durante seu trabalho numa das avenidas de São Paulo. E não será a última. Nesta sexta-feira, por pouco a repórter Juliane Massaoka perdeu seu celular durante uma entrada ao vivo no Encontro. Ela estava iniciando sua participação no programa para falar sobre o aniversário da Avenida Paulista quando um assaltante numa bicicleta tentou arrancar o celular de sua mão. O aparelho estava à mostra porque ele é usado para comunicação com a equipe que está no controle do estúdio e também para ter o retorno em áudio do que está no ar.

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Ao vivo, o telespectador acompanhou o assaltante se aproximar numa bicicleta e tentar arrancar o celular. Juliane e Patrícia Poeta acabaram mudando o assunto previsto inicialmente e falaram sobre a falta de segurança na Avenida Paulista. Policiais estavam a poucos metros, mas isso não foi motivo para inibir o marginal e, muito menos, para uma reação dos dois. No ar, Juliane Massaoka destacou que a equipe da Globo conta sempre com um segurança, que agiu para evirar o pior. E um detalhe: o Encontro acabou mostrando que, nesses casos, o marginal sai tranquilamente pela Paulista com sua bicicleta.

Ou seja, ali na Avenida Paulista o assalto com bicicleta foi naturalizado e integrado à rotina do bairro. O problema não é de segurança pública, mas da pessoa que transita pelas calçadas e não esconde celular, carteira e bolsa.

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Outras vítimas da violência

No dia 20 de outubro, a repórter Beatriz Backes teve o celular roubado durante sua entrada ao vivo no Bom Dia São Paulo. Ela estava na Estação da Luz, região central da capital, e falava com Rodrigo Bocardi e Sabina Simonato sobre a questão do transporte público na cidade. Ao vivo, o aparelho foi arrancado de sua mão por um assaltante que também estava numa bicicleta. Diferente de Juliane Massaoka, Beatriz estava sem equipe porque no jornalismo é possível um repórter ou produtor entrar no ar apenas com um celular e um microfone. Ou seja, em outubro a repórter estava muito mais vulnerável. Ela tem que prestar atenção no retorno para saber a hora exata de entrar no ar, se preocupar com a imagem que exibirá durante sua fala e com a qualidade do áudio. Se não bastasse isso, tem que ficar atenta para ser alvo de um assaltante.

Em junho, o repórter Mark Figueredo sofreu uma tentativa de assalto e foi agredido durante uma reportagem sobre segurança pública em São Paulo. Ele estava na Avenida São João, região central da capital, quando um assaltante colocou a mão no seu bolso e tentou arrancar o aparelho. Quando um dos produtores reagiu, surgiram vários usuários de craque jogaram objetos neles.

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Novas formas de reportagens

Esses casos mostram que está na hora das emissoras de TV reverem o esquema para entradas ao vivo e gravações em locais públicos. É fundamental garantir o mínimo de condição para o repórter não ficar tão vulnerável. Nesta sexta-feira, Juliana Massaoka estava acompanhada até de segurança e nem assim inibiu a ação do assaltante. Mas, Beatriz estava sozinha e esse é um formato que ganha mais espaço na TV diante da necessidade de encolher equipes e conter custos. No mínimo, o celular a ser usado nas reportagens não pode ser pessoal, mas sim da emissora.

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