Executivos da TV estão perdidos diante do avanço das plataformas digitais?

José Armando Vannucci
José Armando Vannucci - José Armando Vannucci
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A televisão brasileira não atravessa o melhor dos momentos. Com verbas publicitárias menores e distribuídas também para as redes sociais, plataformas digitais e outros produtos da internet, as emissoras de TV aberta começaram a sentir os efeitos dos poucos investimentos e de um novo jeito do brasileiro consumir audiovisual. Os executivos e responsáveis pelas estratégias de grade assistem a um avanço cada vez maior das plataformas digitais, que já chegam a atingir 20% de share em vários momentos do dia, e uma cobrança maior de quem ainda gosta de assistir aos programas da TV por novidades. A sensação que o telespectador tem é que os profissionais da TV estão com os braços cruzados.

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Nos últimos dias, o Canal do Vannucci tem recebido diversas mensagens sobre essa acomodação da TV. Há relatos de quem trocou os canais abertos, até mesmo as novelas inéditas, pelos serviços de streaming. Há depoimentos de quem deixou de assistir determinada emissora por não ver nenhuma novidade na tela, apenas repetições, reprises e a insistência em formatos que não são atrativos. Há quem conte que já não liga mais a TV porque não quer ficar preso na obrigação de horários. E tem quem conte que se perde nas grades vendidas para instituições religiosas, que parecem não chamar a atenção nem dos fiéis dessas igrejas porque os cultos marcam traço (zero de audiência e share).

É uma grande transformação. É um momento delicado em que a própria televisão tem uma grande parcela de culpa.

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Infelizmente, o que se vê é que muitos profissionais da TV não estavam preparados para essa virada de comportamento do telespectador e o avanço do mundo digital. Querem copiar formatos da internet, pautar os programas a partir dos assuntos que repercutem nas redes sociais e apostar em comunicadores que lembram os influenciadores da web. Mas, esse não tem sido o melhor caminho, afinal a televisão tem suas características e, definitivamente, público diferente (ou a mesma pessoa, mas que queira outra abordagem). E não pense que estou falando aqui de alguma emissora sem citar seu nome. Estou analisando o todo porque os relatos que recebo citam todas as emissoras, com mais ou menos investimento.

Neste momento de crise e de grande transformação é fundamental entender que televisão é televisão e que a internet será um braço de apoio, algo para caminhar junto, não para ser a única via.

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